- Tens que jogar a Excalibur no oceano, Bedwyn, para que ela não seja usada por pessoas indignas.
Arthur então ordenou que seus serviçais entregassem a espada a Bedwyn. Gouvernail, ex-companheiro de Tristão e agora braço-direito de Arthur foi contra:
- Milorde, devemos usar a espada para rechaçar os saxões, como tu fizeste na tua juventude!
- Eu nunca pude ser jovem, Gouvernail, e consegui resistir à tentação da Excalibur, mas outros não conseguirão! Ela deve ser atirada ao mar!
Bedwyn concordava com Gouvernail e ao invés de lançar a Excalibur ao mar, ficou com ela para si mesmo. Ao final daquele dia, Arthur perguntou se a Excalibur já tinha sido lançada ao mar, Bedwyn disse que sim e ouviu de Arthur:
- Bispo mentiroso. Sempre foste um fraco moralmente, Bedwyn! Não tardarás a cair na tentação da Excalibur!
O sacerdote não ligou e derrotou um grupo de saxões com a famosa arma. Passou a ser idolatrado pelas tropas inglesas, porém na mesma noite daquela vitória, colocou os olhos em uma bela mulher casada. Louco de desejo, invadiu a casa dela à noite e com a ajuda da Excalibur, matou o marido dela para tê-la. Bedwyn só percebeu o mal que fez após satisfazer seu desejo. Envergonhado, se confessou para o rei Arthur e ele lhe disse:
- Se não te livrares da Excalibur, outros cairão também! Poucos conseguem resistir ao poder dela!
Só que, mais uma vez, o bispo não acreditou em Arthur e continuou com a Excalibur. Desta vez, a ligou a Gouvernail, que deveria usá-la com justiça. A Excalibur ajudou os ingleses a derrotar mais um grupo de saxões, mas novamente na noite em que comemoravam o êxito, o detentor da Excalibur caiu em sua maldição. Gouvernail discutiu com um soldado e o matou. Os companheiros tentaram vingar o soldado morto e também caíram perante a Excalibur. Só então Bedwyn percebeu os riscos de usar a arma. A surrupiou de Gouvernail, mas ainda queria dá-la a alguém. Achava um desperdício livrar-se de tão poderosa arma. Arthur adivinhou sua intenção e lhe disse:
- Eu escolherei o próximo que usará a Excalibur, Bedwyn! Se houver um homem digno de usá-la, eu a entregarei a ele, mesmo que já esteja morto!
Novamente, Bedwyn não acreditou em seu rei e guardou a espada. Meses passaram. Arthur nem morria, nem vivia, e os curandeiros não entendiam como ele resistia:
- Parece que ele se apega a algo, mas a que? Mordred destruiu tudo que ele fez! Declarou o curandeiro Farbregas.
No entanto, Arthur resistia a morrer e Bedwin insistia em ficar com a Excalibur. Finalmente, achou aquele que considerou digno de usá-la: o próprio filho de Arthur, Constantine, que foi coroado mesmo estando cego. Entregou a lâmina para o jovem e ele a usou sabiamente. Derrotou muitos saxões com ela e não precisava enxergar para usá-la, já que ela se mexia sozinha, mas um dia, Constantine soube que uma feiticeira cuspiu numa cruz e torturou a bruxa com a Excalibur. Não se dando por satisfeito, perseguiu pagãos nos meses seguintes e os chacinou com a poderosa lâmina. Bedwyn se convenceu. Apenas o rei Arthur saberia escolher a pessoa certa para usar a Corta Aço.
O bispo então roubou a Excalibur e a jogou no mar. Foi então que presenciou algo que o assombraria pelo resto da velhice: viu a mão do rei Arthur se erguer no mar e segurar a espada. Depois a mão do monarca e a Excalibur mergulharam no oceano. Bedwyn entendeu: só agora o rei Arhur podia descansar em paz com sua Excalibur.
Lágrimas vieram aos olhos do bispo enquanto ele ouvia o rei gritar:
- EU VOLTAREI QUANDO FOR NECESSÁRIO!
E até hoje, os britânicos aguardam por seu retorno...
Nota do Autor:
Agradeço a todos os que acompanharam esta história, quer tenham lido um capítulo ou toda a saga. Desde que a comecei, fiz inúmeros contatos, novos amigos e tive novas ideias. Já criei toda uma saga com a mitologia graga que vou publicar na net no próximo ano em outro blog. Pretendo publicar livros com esta trama de Arthur e aviso aos espertinhos que ela já está devidamente patenteada. Nos vemos nas livrarias,
Adriano Izhar
Maio de 2009.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Capítulo 171 – A morte do rei Arthur
Arthur sangrava em bicas. Qualquer guerreiro honrado o deixaria se recuperar, pois ele não tinha condições de combater, mas Mordred não se importava. Atacava seu próprio pai com fervor. Num golpe de sorte, conseguiu dar-lhe um soco e derrubá-lo. Tentou furá-lo no chão com a espada, mas Arthur se mexeu para o lado. O monarca tentou ficar em pé, mas não conseguiu. Sua perna direita estava quebrada e uma vez no chão, era difícil levantar. Porém, Arthur era um veterano de guerras e sabia que ainda podia contar com uma perna, dois braços e uma espada. Morderd fez novo ataque, mas abriu a guarda e Arthur cortou seu abdômen. Um ferimento leve, mas que causou imensa dor ao Cavaleiro Sem Coração. Ele voltou a atacar seu pai deitado, mas não conseguiu ultrapassar sua guarda, pois Arthur ainda era um grande guerreiro. Mordred se cansou. Pegou um punhado de terra do solo enquanto Arthur tentava novamente se levantar e jogou a sujeira em seus olhos. Mordred se divertiu ao ver seu pai em dificuldades e não resistiu em mangar dele:
- Cego, sangrando e com uma perna quebrada. Este é um fim digno para o senhor, papai.
O usurpador então foi para cima do rei. Mais uma vez, Arthur esperou o momento certo e cortou a perna esquerda do filho. Mordred gritou. Arthur o alertou:
- Te afasta, filho, finalmente me convenceste que devo te matar!
Pela primeira vez em quase cinqüenta anos de inimizade, Arthur falava em matar o filho, pois não admitia que nem mesmo o filho atacasse um inimigo caído. Só naquele momento Arthur percebeu que não havia salvação para Mordred. Não havia como desfazer a educação que Morgana deu a ele e se Arthur perdesse aquele combate, a Inglaterra seria dominada por um tirano. A despeito de todos os seus defeitos, Arthur amava sua terra e não permitiria que ela fosse dominada por Mordred e que todos os ideais que ele e a Távola Redonda defenderam fossem distorcidos.
Mordred percebeu que a situação era séria, mas não voltou atrás. Retomou o ataque. Era tarde para recuar, mas agora ele sabia que não estava mais lidando com o pai Arthur, mas com o rei Arthur. No entanto, ainda estava em vantagem e iria tirar proveito disso...
Arthur pouco conseguia abrir os olhos cheios de poeira, mas se defendia. Suas forças começaram a fraquejar e ele abriu a guarda por um instante. Foi o que Mordred precisou para cravar a espada em sua barriga. Arthur balançou Excalibur na direção de Mordred, mas ele se desviou habilmente. Ambos pararam a luta para entender o que tinha acontecido. Mordred então gargalhou e gritou:
- Lancelot não furou nenhum de teus órgãos vitais, pai, mas eu, sim. Já matei muitos homens para saber quando perfurei um intestino. Estás morrendo, papai. Hahaha!
Lágrimas vieram aos olhos do ainda rei e ele murmurou:
- Só morro quando a Inglaterra estiver livre de ti!
O monarca então fez um esforço sobre-humano e saltou. Conseguiu ficar em pé. Mordred parou de rir e teve que enfrentar a velocidade dos reflexos do pai, que rapidamente o cortou no pulso esquerdo e na perna esquerda. Os cortes doeram, mas Mordred entendia que não passavam dos últimos berros de um moribundo. Foi para trás e se impulsionou para frente, voltando a perfurar a barriga do rei Arthur. O soberano deu um gemido. Mal conseguia ficar em pé. Dava socos nas costas do filho como uma moça indefesa bate num estuprador e Mordred se entretia. Tinha esperado a vida por este sinistro momento e agora cantava rodando sua espada no abdômen do pai. No entanto, Mordred subestimou Arthur. O rei guardou suas energias e pela última vez em sua vida, usou a Excalibur. A enfiou no lado esquerdo do tórax de Mordred. O Cavaleiro Sem Coração berrou e ouviu seu genitor:
- Este ferimento é fatal, Mordred! Se conseguires sair daqui a tempo, ainda te salvarás, mas não tens competência para isso. Centenas de homens estão lutando aqui! Jamais cuidarás de teu ferimento a tempo. Estamos quites!
Mordred se enfureceu. Deu um soco no pai e ele foi parar longe. Porém, ele não contava com a lealdade dos soldados arturianos. Eles foram para cima das tropas de Mordred e das saxãs para salvar o rei. Arthur foi resgatado e sua tropas executaram uma retirada estratégica. A batalha de Camlan condenou Arthur, Mordred e a Inglaterra, pois os verdadeiros vitoriosos daquele dia foram os invasores saxões, que após anos sendo repelidos pelo rei Arthur e seus cavaleiros, agora voltavam a saquear terras britânicas.
Mordred morreu naquele dia amaldiçoando seu pai e após vários dias tentando, os curandeiros que cuidavam do rei Arthur chegaram à conclusão de que não havia como salvá-lo. O monarca então mandou chamar o bispo Bedwyn. O sacerdote pensou que teria a honra de ouvir a última confissão do rei Arthur, mas escutou algo diferente da boca dele:
- Tenho uma última missão para ti, Bedwyn!
A Seguir: A última viagem de Arthur e da Excalibur!
- Cego, sangrando e com uma perna quebrada. Este é um fim digno para o senhor, papai.
O usurpador então foi para cima do rei. Mais uma vez, Arthur esperou o momento certo e cortou a perna esquerda do filho. Mordred gritou. Arthur o alertou:
- Te afasta, filho, finalmente me convenceste que devo te matar!
Pela primeira vez em quase cinqüenta anos de inimizade, Arthur falava em matar o filho, pois não admitia que nem mesmo o filho atacasse um inimigo caído. Só naquele momento Arthur percebeu que não havia salvação para Mordred. Não havia como desfazer a educação que Morgana deu a ele e se Arthur perdesse aquele combate, a Inglaterra seria dominada por um tirano. A despeito de todos os seus defeitos, Arthur amava sua terra e não permitiria que ela fosse dominada por Mordred e que todos os ideais que ele e a Távola Redonda defenderam fossem distorcidos.
Mordred percebeu que a situação era séria, mas não voltou atrás. Retomou o ataque. Era tarde para recuar, mas agora ele sabia que não estava mais lidando com o pai Arthur, mas com o rei Arthur. No entanto, ainda estava em vantagem e iria tirar proveito disso...
Arthur pouco conseguia abrir os olhos cheios de poeira, mas se defendia. Suas forças começaram a fraquejar e ele abriu a guarda por um instante. Foi o que Mordred precisou para cravar a espada em sua barriga. Arthur balançou Excalibur na direção de Mordred, mas ele se desviou habilmente. Ambos pararam a luta para entender o que tinha acontecido. Mordred então gargalhou e gritou:
- Lancelot não furou nenhum de teus órgãos vitais, pai, mas eu, sim. Já matei muitos homens para saber quando perfurei um intestino. Estás morrendo, papai. Hahaha!
Lágrimas vieram aos olhos do ainda rei e ele murmurou:
- Só morro quando a Inglaterra estiver livre de ti!
O monarca então fez um esforço sobre-humano e saltou. Conseguiu ficar em pé. Mordred parou de rir e teve que enfrentar a velocidade dos reflexos do pai, que rapidamente o cortou no pulso esquerdo e na perna esquerda. Os cortes doeram, mas Mordred entendia que não passavam dos últimos berros de um moribundo. Foi para trás e se impulsionou para frente, voltando a perfurar a barriga do rei Arthur. O soberano deu um gemido. Mal conseguia ficar em pé. Dava socos nas costas do filho como uma moça indefesa bate num estuprador e Mordred se entretia. Tinha esperado a vida por este sinistro momento e agora cantava rodando sua espada no abdômen do pai. No entanto, Mordred subestimou Arthur. O rei guardou suas energias e pela última vez em sua vida, usou a Excalibur. A enfiou no lado esquerdo do tórax de Mordred. O Cavaleiro Sem Coração berrou e ouviu seu genitor:
- Este ferimento é fatal, Mordred! Se conseguires sair daqui a tempo, ainda te salvarás, mas não tens competência para isso. Centenas de homens estão lutando aqui! Jamais cuidarás de teu ferimento a tempo. Estamos quites!
Mordred se enfureceu. Deu um soco no pai e ele foi parar longe. Porém, ele não contava com a lealdade dos soldados arturianos. Eles foram para cima das tropas de Mordred e das saxãs para salvar o rei. Arthur foi resgatado e sua tropas executaram uma retirada estratégica. A batalha de Camlan condenou Arthur, Mordred e a Inglaterra, pois os verdadeiros vitoriosos daquele dia foram os invasores saxões, que após anos sendo repelidos pelo rei Arthur e seus cavaleiros, agora voltavam a saquear terras britânicas.
Mordred morreu naquele dia amaldiçoando seu pai e após vários dias tentando, os curandeiros que cuidavam do rei Arthur chegaram à conclusão de que não havia como salvá-lo. O monarca então mandou chamar o bispo Bedwyn. O sacerdote pensou que teria a honra de ouvir a última confissão do rei Arthur, mas escutou algo diferente da boca dele:
- Tenho uma última missão para ti, Bedwyn!
A Seguir: A última viagem de Arthur e da Excalibur!
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Capítulo 170 - A Ùltima Batalha do Rei Arthur, parte 04 - o ùltimo Duelo entre Arthur e Lancelot
Não havia mais nenhuma palavra a ser trocada entre Arthur e Lancelot. Arthur queria humilhar Lancelot e baixou a mão, deixando que a mágica Excalibur lutasse por ele, porém, Lancelot sabia que era possível derrotar Arthur. Se concentrou nesta difícil tarefa e para espanto de todos, após um minuto, conseguiu fazer o rei largar a espada. Deu um soco no punho direito de Arthur e este soltou a arma. Arthur se surpreendeu. Lancelot aproveitou o momento e lhe deu um chute na barriga que o jogou longe. Avançou para matar seu rei, mas Arthur se reergueu falando:
- Irás conhecer todos os poderes da Excalibur hoje, Lancelot!
O rei então abriu a mão. Lancelot se preparou para decepá-la, mas a Excalibur voou e chegou à mão de Arthur, se movendo e bloqueando o golpe de Lancelot. O rei deu uma rasteira em Lancelot e por pouco não decepou sua cabeça quando ele caiu. Era um dos raros momentos em que o rei Arthur atacava ao invés de se defender. As antigas leis da honra não mais se aplicavam aos dois cavaleiros, então Arthur chutou o chão, liberando pó no ar e cegando Lancelot. Deu então um soco que quebrou o osso da bochecha esquerda de Lancelot. O ex-amante de sua esposa fez uma expressão de enorme dor. Gritar apenas aumentaria o sofrimento. Ele então respirou fundo e se concentrou no rei que estava à sua frente. Decidiu-se a provar que ainda poderia vencê-lo e atacou novamente. Arthur fez um movimento errado e pagou: Lancelot chutou sua perna, quebrado-a. Aquele ataque fez Arthur gritar loucamente. Lancelot se aproximou. Procurava diminuir o espaço entre ele e Arthur para dificultar o manejo da Excalibur. Graças à dor que sentia, Arthur mal o enxergava, mas se concentrou em se defender dos ataques e num golpe de sorte, contra atacou e perfurou o tórax de Lancelot com a Excalibur.
O Galante Cavaleiro não podia gritar, mas sabia que estava morrendo. Se decidiu então a levar o rei Arthur com ele para o Outro Mundo e o atacou ferozmente.As feridas de ambos faziam aquele duelo ser lento, porém, se o combate perdia em velocidade, lucrava no drama. Lancelot conseguiu cortar o abdômen de Arthur. O rei sangrava quase tanto quanto seu oponente, mas naquele instante, se enfureceu e quem lutou contra ou a favor dele, sabe que apenas a ira divina era mais temível. Arthur bloqueou o punho de Lancelot que segurava a espada com sua mão esquerda e voltou a enfiar a Excalibur em seu tórax, dizendo:
- A Excalibur absorverá tua energia vital!
- Não antes de eu te matar, Arthur!
E Lancelot também enfiou sua espada no tórax de Arthur. Ambos ficaram paralisados com as espadas no ventre do outro por certo período, mas no final, Lancelot tombou. No chão, o Defensor das Donzelas soltou suas últimas palavras:
- Não devia morrer assim! Tombei sem defender nenhuma donzela ou uma causa justa, apenas para me defender de um rei ingrato! Não está certo!
Arthur já tinha matado centenas de pessoas, mas nunca presenciou alguém se lamentando por falecer sem batalhar por algo nobre. Foi então que lembrou de tudo que Lancelot fez por ele. Das ocasiões em que estava ferido e Lancelot comandou suas tropas. Se Lancelot fosse traiçoeiro, teria matado Arthur, pois teve inúmeras oportunidades para fazê-lo. Lembrou também de todas as vezes em que Lancelot se feriu para salvar mulheres por quem ninguém se arriscaria. Foi então que lágrimas vieram aos olhos de Arthur:
- Ah, meu Deus, o que fiz? Gritou o rei.
- Te condenaste, pai – gritou Mordred, voltando ao campo de batalha.
Arthur olhou para a frente e viu que apenas cerca de cinqüenta cavaleiros de Lancelot ainda estavam vivos e que os seus duzentos homens agora estavam encurralados no desfiladeiro de Camlan. Mordred tinha feito um acordo com os saxões, e eles tinham enviado um exército de mais de mil e quinhentos homens para destruir as tropas do Reino Unido. Mas aquela emboscada nada significava, pois Arthur estava vivo e ainda tinha a Excalibur. Foi o que Arthur pensou até Mordred explicar a gravidade da situação:
- Mataste um bom homem com a Excalibur, papai! Lancelot apenas amou a mulher errada e não há defeito em amar alguém! Excalibur te é inútil agora! Estás sangrando e eu cumprirei meu destino e te matarei enquanto os saxões executam teu exército!
Próximo – A morte do rei Arthur!
- Irás conhecer todos os poderes da Excalibur hoje, Lancelot!
O rei então abriu a mão. Lancelot se preparou para decepá-la, mas a Excalibur voou e chegou à mão de Arthur, se movendo e bloqueando o golpe de Lancelot. O rei deu uma rasteira em Lancelot e por pouco não decepou sua cabeça quando ele caiu. Era um dos raros momentos em que o rei Arthur atacava ao invés de se defender. As antigas leis da honra não mais se aplicavam aos dois cavaleiros, então Arthur chutou o chão, liberando pó no ar e cegando Lancelot. Deu então um soco que quebrou o osso da bochecha esquerda de Lancelot. O ex-amante de sua esposa fez uma expressão de enorme dor. Gritar apenas aumentaria o sofrimento. Ele então respirou fundo e se concentrou no rei que estava à sua frente. Decidiu-se a provar que ainda poderia vencê-lo e atacou novamente. Arthur fez um movimento errado e pagou: Lancelot chutou sua perna, quebrado-a. Aquele ataque fez Arthur gritar loucamente. Lancelot se aproximou. Procurava diminuir o espaço entre ele e Arthur para dificultar o manejo da Excalibur. Graças à dor que sentia, Arthur mal o enxergava, mas se concentrou em se defender dos ataques e num golpe de sorte, contra atacou e perfurou o tórax de Lancelot com a Excalibur.
O Galante Cavaleiro não podia gritar, mas sabia que estava morrendo. Se decidiu então a levar o rei Arthur com ele para o Outro Mundo e o atacou ferozmente.As feridas de ambos faziam aquele duelo ser lento, porém, se o combate perdia em velocidade, lucrava no drama. Lancelot conseguiu cortar o abdômen de Arthur. O rei sangrava quase tanto quanto seu oponente, mas naquele instante, se enfureceu e quem lutou contra ou a favor dele, sabe que apenas a ira divina era mais temível. Arthur bloqueou o punho de Lancelot que segurava a espada com sua mão esquerda e voltou a enfiar a Excalibur em seu tórax, dizendo:
- A Excalibur absorverá tua energia vital!
- Não antes de eu te matar, Arthur!
E Lancelot também enfiou sua espada no tórax de Arthur. Ambos ficaram paralisados com as espadas no ventre do outro por certo período, mas no final, Lancelot tombou. No chão, o Defensor das Donzelas soltou suas últimas palavras:
- Não devia morrer assim! Tombei sem defender nenhuma donzela ou uma causa justa, apenas para me defender de um rei ingrato! Não está certo!
Arthur já tinha matado centenas de pessoas, mas nunca presenciou alguém se lamentando por falecer sem batalhar por algo nobre. Foi então que lembrou de tudo que Lancelot fez por ele. Das ocasiões em que estava ferido e Lancelot comandou suas tropas. Se Lancelot fosse traiçoeiro, teria matado Arthur, pois teve inúmeras oportunidades para fazê-lo. Lembrou também de todas as vezes em que Lancelot se feriu para salvar mulheres por quem ninguém se arriscaria. Foi então que lágrimas vieram aos olhos de Arthur:
- Ah, meu Deus, o que fiz? Gritou o rei.
- Te condenaste, pai – gritou Mordred, voltando ao campo de batalha.
Arthur olhou para a frente e viu que apenas cerca de cinqüenta cavaleiros de Lancelot ainda estavam vivos e que os seus duzentos homens agora estavam encurralados no desfiladeiro de Camlan. Mordred tinha feito um acordo com os saxões, e eles tinham enviado um exército de mais de mil e quinhentos homens para destruir as tropas do Reino Unido. Mas aquela emboscada nada significava, pois Arthur estava vivo e ainda tinha a Excalibur. Foi o que Arthur pensou até Mordred explicar a gravidade da situação:
- Mataste um bom homem com a Excalibur, papai! Lancelot apenas amou a mulher errada e não há defeito em amar alguém! Excalibur te é inútil agora! Estás sangrando e eu cumprirei meu destino e te matarei enquanto os saxões executam teu exército!
Próximo – A morte do rei Arthur!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Capítulo 169 – “Abre as pernas e continuarás rainha”
Quatro dias antes da partida das tropas arturianas de Lundrin, Mordred e duzentos soldados simplesmente desapareceram. O rei Arthur sabia que seu filho deveria estar executando mais um plano maligno, mas naquele momento, não tinha homens suficientes para combater Lancelot e perseguir Mordred. Preferiu a primeira opção por finalmente dar voz à inveja que sentia pelo Galante Cavaleiro. No entanto, se soubesse das intenções de seu verdadeiro inimigo, Arthur teria tomado outra decisão...
Mordred foi por mar para Bernoic para evitar confrontos com Lancelot. Sua intenção era raptar a ex-rainha Guinever e matar seu irmão Constantine, seu rival ao trono. De uma distância segura, ele observou as tropas de Lancelot partindo e deu as ordens para a invasão. Um estratagema covarde, mas eficaz: em apenas meia hora, seus homens tomaram o castelo de Bernoic e ele encarava a rainha. Foi direto com ela:
- Seja minha e continuarás como rainha!
Guinever não parecia surpresa, mas respondeu:
- Tua vilania não tem fim? Queres a esposa de teu pai?
- Sim. Eu a quero, madame. Tenho o projeto de ser tudo aquilo que papai não foi. Terei feiticeiros poderosos como Merlin em minha corte, que tratarão de eliminar meus inimigos misticamente quando eu fracassar em destruí-los fisicamente; criarei minha própria Távola, só que ela será diferente, não será redonda, como a de papai, que estimulava a ilusão de igualdade entre os homens, ela será retangular, e os cavaleiros mais ricos e influentes serão os que sentarão mais perto de mim, e finalmente, terei uma bela e fiel esposa: tu.
Guinever o encarou e falou com enorme prazer:
- Jamais serei tua!
- Então morrerás, minha dama. Darei três dias para que penses. A cada dia te privarei de algo. Hoje, ficarás sem comida, amanhã sem bebida e no terceiro, tenho uma surpresa para tu...
E assim foi. Guinever suportou as primeiras 24 horas com muito suco, mas no segundo dia ficou sem bebida e usou os antigos ensinamentos de sua terra, a nação guerreira de Cameliard, para suportar a tortura. Porém, no terceiro...
- Não estou surpreso, milady. És uma guerreira. Teu pai comandava os Cem Guerreiros de Cameliard e foi ele que teve a idéia da estúpida Távola Redonda, mas como disse, preparei uma surpresa para ti no terceiro dia.
Os soldados de Mordred então entraram na sala real de Bernoic com o filho de Guinever, Constantine.
- Abra as pernas para mim e geme de prazer, milady, ou mato teu filho - Mordred então furou um dos olhos de Constantine.
- Maldito! Tu te achas maior que Arthur, mas não chegas aos pés dele! Eu o abandonei por conta do que sentia por Lancelot, mas vivi entre guerreiros por toda a minha vida e nunca vi um melhor que ele! Cavaste tua sepultura quando feriste nosso filho!
- Péssima escolha de palavras, milady! Papai está condenado e foste tu e Lancelot quem o destruíram! Eu jamais teria conseguido sem tua ajuda! Hahahaha!
E Mordred furou o outro olho de Constantine!
- Ele está cego, mais ainda vive, milady! Salva-o! Abre as pernas para mim!
Guinever o encarou com os olhos flamejantes e voltou a falar:
- Não conheces uma verdadeira alma guerreira, Mordred! Mata a ele e a mim! Não me importo, mas não terás o que quer!
A resposta de Guinever surpreendeu os soldados de Mordred e o Cavaleiro Sem Coração ficou furioso. Porém, também agiu calmamente e falou:
- Notei que durante esses três dias não tiraste o traseiro do teu trono, milady! Ainda te achas uma rainha? Vou provar que não és mais!
E num rápido movimento, Mordred pegou o braço de Guinever e a jogou no chão. Planejava torturá-la, mas ela caiu de cabeça, rachando o crânio. Seu sangue rapidamente se espalhou pela sala. Um dos soldados de Mordred declarou um pensamento que ficaria famoso no futuro:
- Ela morreu quando deixou de ser rainha...
A morte de Guinever foi mais um triunfo que uma derrota para ela. No entanto, Mordred continuava furioso. Enfiou a espada no peito de seu irmão Constantine e finalmente sorriu naquele dia, pois Constantine não tinha a garra da mãe e se estrebuchava no chão, implorando para que Deus lhe salvasse. Mordred então declarou:
- Vamos. Deixem este tolo aí. Deus já abandonou meu pai e ele vai aprender que o tempo de ressurreições já se foi.
Mordred então pegou o corpo de Guinever e levou para Camlan, para que Lancelot se desesperasse e morresse. Gawain ouviu o relato da morte de Guinever por Merlin e declarou:
- Que digam tudo da rainha, mas ela era uma mulher de fibra.
- E resistiu ao desejo de seu coração por décadas, pois ela sempre amou meu pai – considerou Galahad.
- Mas no final, ela causou a morte de Arthur e Lancelot.
- Do que estás falando, Merlin? Lancelot jamais conseguirá derrotar titio.
- Os homens que perderam tudo são os mais perigosos de se enfrentar, Gawain. E tu verás que Mordred pode ser tudo, mas não um tolo. Ele fez o plano perfeito para eliminar Arthur. Acompanha.
A Seguir – O último duelo entre o rei Arthur e Lancelot!
Mordred foi por mar para Bernoic para evitar confrontos com Lancelot. Sua intenção era raptar a ex-rainha Guinever e matar seu irmão Constantine, seu rival ao trono. De uma distância segura, ele observou as tropas de Lancelot partindo e deu as ordens para a invasão. Um estratagema covarde, mas eficaz: em apenas meia hora, seus homens tomaram o castelo de Bernoic e ele encarava a rainha. Foi direto com ela:
- Seja minha e continuarás como rainha!
Guinever não parecia surpresa, mas respondeu:
- Tua vilania não tem fim? Queres a esposa de teu pai?
- Sim. Eu a quero, madame. Tenho o projeto de ser tudo aquilo que papai não foi. Terei feiticeiros poderosos como Merlin em minha corte, que tratarão de eliminar meus inimigos misticamente quando eu fracassar em destruí-los fisicamente; criarei minha própria Távola, só que ela será diferente, não será redonda, como a de papai, que estimulava a ilusão de igualdade entre os homens, ela será retangular, e os cavaleiros mais ricos e influentes serão os que sentarão mais perto de mim, e finalmente, terei uma bela e fiel esposa: tu.
Guinever o encarou e falou com enorme prazer:
- Jamais serei tua!
- Então morrerás, minha dama. Darei três dias para que penses. A cada dia te privarei de algo. Hoje, ficarás sem comida, amanhã sem bebida e no terceiro, tenho uma surpresa para tu...
E assim foi. Guinever suportou as primeiras 24 horas com muito suco, mas no segundo dia ficou sem bebida e usou os antigos ensinamentos de sua terra, a nação guerreira de Cameliard, para suportar a tortura. Porém, no terceiro...
- Não estou surpreso, milady. És uma guerreira. Teu pai comandava os Cem Guerreiros de Cameliard e foi ele que teve a idéia da estúpida Távola Redonda, mas como disse, preparei uma surpresa para ti no terceiro dia.
Os soldados de Mordred então entraram na sala real de Bernoic com o filho de Guinever, Constantine.
- Abra as pernas para mim e geme de prazer, milady, ou mato teu filho - Mordred então furou um dos olhos de Constantine.
- Maldito! Tu te achas maior que Arthur, mas não chegas aos pés dele! Eu o abandonei por conta do que sentia por Lancelot, mas vivi entre guerreiros por toda a minha vida e nunca vi um melhor que ele! Cavaste tua sepultura quando feriste nosso filho!
- Péssima escolha de palavras, milady! Papai está condenado e foste tu e Lancelot quem o destruíram! Eu jamais teria conseguido sem tua ajuda! Hahahaha!
E Mordred furou o outro olho de Constantine!
- Ele está cego, mais ainda vive, milady! Salva-o! Abre as pernas para mim!
Guinever o encarou com os olhos flamejantes e voltou a falar:
- Não conheces uma verdadeira alma guerreira, Mordred! Mata a ele e a mim! Não me importo, mas não terás o que quer!
A resposta de Guinever surpreendeu os soldados de Mordred e o Cavaleiro Sem Coração ficou furioso. Porém, também agiu calmamente e falou:
- Notei que durante esses três dias não tiraste o traseiro do teu trono, milady! Ainda te achas uma rainha? Vou provar que não és mais!
E num rápido movimento, Mordred pegou o braço de Guinever e a jogou no chão. Planejava torturá-la, mas ela caiu de cabeça, rachando o crânio. Seu sangue rapidamente se espalhou pela sala. Um dos soldados de Mordred declarou um pensamento que ficaria famoso no futuro:
- Ela morreu quando deixou de ser rainha...
A morte de Guinever foi mais um triunfo que uma derrota para ela. No entanto, Mordred continuava furioso. Enfiou a espada no peito de seu irmão Constantine e finalmente sorriu naquele dia, pois Constantine não tinha a garra da mãe e se estrebuchava no chão, implorando para que Deus lhe salvasse. Mordred então declarou:
- Vamos. Deixem este tolo aí. Deus já abandonou meu pai e ele vai aprender que o tempo de ressurreições já se foi.
Mordred então pegou o corpo de Guinever e levou para Camlan, para que Lancelot se desesperasse e morresse. Gawain ouviu o relato da morte de Guinever por Merlin e declarou:
- Que digam tudo da rainha, mas ela era uma mulher de fibra.
- E resistiu ao desejo de seu coração por décadas, pois ela sempre amou meu pai – considerou Galahad.
- Mas no final, ela causou a morte de Arthur e Lancelot.
- Do que estás falando, Merlin? Lancelot jamais conseguirá derrotar titio.
- Os homens que perderam tudo são os mais perigosos de se enfrentar, Gawain. E tu verás que Mordred pode ser tudo, mas não um tolo. Ele fez o plano perfeito para eliminar Arthur. Acompanha.
A Seguir – O último duelo entre o rei Arthur e Lancelot!
domingo, 17 de outubro de 2010
Capítulo 168 – A ùltima Batalha do rei Arthur, parte 03 - Gawain: o cavaleiro que Lancelot devia ter sido
A luta era desigual. Gawain recorreu à feitiçaria e reativou o Feitiço do deus da Guerra Belenus. Ele era invencível das nove às doze horas da manhã e ainda eram onze horas, ou seja, durante uma hora, ele estaria seguro. Lancelot reconheceu o feitiço do rival pelo fato dele estar com a pele negra, marca registrada de quem é protegido pelo deus Belenus, mas o Galante Cavaleiro não parecia nervoso. Combatia calmamente e quis saber do rival:
- Certamente mereces ser chamado de O Mais Leal a Arthur, Gawain, já que lambes a bota dele, mas com que direito te intitulas o Maior Cavaleiro da Távola Redonda? Eu fui o paladino de Guinever durante toda a minha vida e em duas ocasiões, a resgatei de seqüestradores! Ela era a rainha do Reino Unido! Isso é ou não um grande feito?
- Sem dúvida, maldito! Mas corrompeste tuas façanhas ao deitar com ela! Traíste o reino! Enquanto eu apenas servi a um mestre que vi ser mais sábio que meu pai! Fiquei ao lado dele apesar de muitos me reprovarem pelo fato dele ter matado papai! O próprio tio Arthur desconfiou de mim no começo, mas provei meu valor! Eu sou o que tu deverias ter sido se não tivestes caído nos braços da rainha!
O Galante Cavaleiro reconheceu a verdade nas palavras de Gawain. Refletia sobre elas enquanto se defendia dos ataques dele e após notar, pela posição do sol, que já passavam das doze horas, finalmente respondeu a Gawain:
- Estás certo, Gawain! Mereces o título de Maior Cavaleiro da Távola Redonda, pois sempre serviste lealmente a Arthur, mas não me arrependo dos meus atos! A felicidade que tive com Guinever foi bem maior que todas as minhas vitórias com a Távola! A história pode me ver como um traidor, mas os historiadores jamais saberão o quanto amei Guinever!
E após fazer esta declaração, Lancelot partiu para cima de Gawain. Aplicou uma seqüência de golpes de espada no escudo de Gawain, mas o cavaleiro era forte o bastante para sustentar um ataque como aquele durante um longo tempo mesmo sem a proteção do deus Belenus. Porém, em certo momento, Gawain levantou demais o escudo e levou um corte na perna direita. O cavaleiro gritou de dor e Lancelot avançou para dar o golpe fatal. Só que na hora do abate, Gawain abriu os olhos e mirou seu oponente. Numa rápida manobra, deu um balão em Lancelot e o jogou no chão. Numa hora, Lancelot estava atacando por cima e pronto para matar seu adversário e na outra, se encontrava no chão. Lancelot ouviu um silvo no ar e percebeu que a pesada maça de Gawain iria lhe esmagar o crânio. Se desviou no último instante, se ajoelhou e enfiou sua espada na barriga de Gawain. Era o fim do Cavaleiro Mais Leal ao Rei Arthur. Arthur estava distante, mas se desesperou ao ver a morte do sobrinho. Finalmente, retirou sua espada Excalibur da bainha e cortou seu caminho em direção ao sobrinho. Pegou na mão do moribundo e lhe falou:
- Ninguém foi mais honrado e valioso que tu, Gawain!
- Obrigado, milorde! Morro em paz, pois sei que me provei valioso a ti!
E o espírito de Gawain saiu do corpo e se deparou com os de Merlin e Galahad. O feiticeiro o saudou:
- És um dos poucos a ser guiado pela honra, Gawain! Pois serviste a Arthur, assassino de teu pai, pelo fato de Arthur estar certo e isso é motivo para que teu nome seja lembrado no futuro!
Gawain percebeu que Merlin o conduzia a um outro local, mas implorou:
- Mereço ver o fim desta batalha!
Merlin o encarou e respondeu:
- O que se segue será trágico para quem acompanhou Arthur!
Gawain não era homem de fugir:
- Quero ver!
- Pois bem, observa!
E o espectro do cavaleiro acompanhou enquanto seu tio olhava furiosamente para Lancelot e declarou:
- Mil vezes a morte da fraca Guinever que a do nobre Gawain, Lancelot!
O elogio foi rapidamente esquecido quando Gawain percebeu quem finalmente chegava ao combate:
- Então teu desejo está satisfeito, meu pai - gritou Mordred se aproximando a todo galope. Arthur e Lancelot olharam para o Cavaleiro Sem Coração e perceberam o corpo de Guinever amarrado na frente de sua cela. Lancelot enlouqueceu. Saiu abrindo caminho para chegar a Mordred, matando amigos e inimigos. Finalmente chegou a Mordred, que com um sorriso no rosto, desamarrou a ex-rainha e a colocou no chão para que Lancelot a amparasse. O senhor de Bernoic chorou enlouquecidamente a morte de seu grande amor e seu desespero conseguiu parar a luta. Por um minuto, só se ouviram as lamentações de Lancelot no desfiladeiro de Camlan. De repente, Lancelot se ergueu e começou a matar quem estivesse ao redor, inimigo ou aliado. Mesmo aqueles que estavam montados ou protegidos com escudos caíam ante a fúria do cavaleiro. Mordred fugiu rapidamente enquanto um grupo de arturianos se organizava para abater Lancelot. Arthur os deteve:
- Ele morrerá pela Espada Excalibur! Eu darei um fim à loucura de Lancelot!
Mordred voltou a sorrir. Estava para presenciar o último duelo entre o rei Arthur e Lancelot.
Segue – “Abre as pernas e continuarás rainha”
- Certamente mereces ser chamado de O Mais Leal a Arthur, Gawain, já que lambes a bota dele, mas com que direito te intitulas o Maior Cavaleiro da Távola Redonda? Eu fui o paladino de Guinever durante toda a minha vida e em duas ocasiões, a resgatei de seqüestradores! Ela era a rainha do Reino Unido! Isso é ou não um grande feito?
- Sem dúvida, maldito! Mas corrompeste tuas façanhas ao deitar com ela! Traíste o reino! Enquanto eu apenas servi a um mestre que vi ser mais sábio que meu pai! Fiquei ao lado dele apesar de muitos me reprovarem pelo fato dele ter matado papai! O próprio tio Arthur desconfiou de mim no começo, mas provei meu valor! Eu sou o que tu deverias ter sido se não tivestes caído nos braços da rainha!
O Galante Cavaleiro reconheceu a verdade nas palavras de Gawain. Refletia sobre elas enquanto se defendia dos ataques dele e após notar, pela posição do sol, que já passavam das doze horas, finalmente respondeu a Gawain:
- Estás certo, Gawain! Mereces o título de Maior Cavaleiro da Távola Redonda, pois sempre serviste lealmente a Arthur, mas não me arrependo dos meus atos! A felicidade que tive com Guinever foi bem maior que todas as minhas vitórias com a Távola! A história pode me ver como um traidor, mas os historiadores jamais saberão o quanto amei Guinever!
E após fazer esta declaração, Lancelot partiu para cima de Gawain. Aplicou uma seqüência de golpes de espada no escudo de Gawain, mas o cavaleiro era forte o bastante para sustentar um ataque como aquele durante um longo tempo mesmo sem a proteção do deus Belenus. Porém, em certo momento, Gawain levantou demais o escudo e levou um corte na perna direita. O cavaleiro gritou de dor e Lancelot avançou para dar o golpe fatal. Só que na hora do abate, Gawain abriu os olhos e mirou seu oponente. Numa rápida manobra, deu um balão em Lancelot e o jogou no chão. Numa hora, Lancelot estava atacando por cima e pronto para matar seu adversário e na outra, se encontrava no chão. Lancelot ouviu um silvo no ar e percebeu que a pesada maça de Gawain iria lhe esmagar o crânio. Se desviou no último instante, se ajoelhou e enfiou sua espada na barriga de Gawain. Era o fim do Cavaleiro Mais Leal ao Rei Arthur. Arthur estava distante, mas se desesperou ao ver a morte do sobrinho. Finalmente, retirou sua espada Excalibur da bainha e cortou seu caminho em direção ao sobrinho. Pegou na mão do moribundo e lhe falou:
- Ninguém foi mais honrado e valioso que tu, Gawain!
- Obrigado, milorde! Morro em paz, pois sei que me provei valioso a ti!
E o espírito de Gawain saiu do corpo e se deparou com os de Merlin e Galahad. O feiticeiro o saudou:
- És um dos poucos a ser guiado pela honra, Gawain! Pois serviste a Arthur, assassino de teu pai, pelo fato de Arthur estar certo e isso é motivo para que teu nome seja lembrado no futuro!
Gawain percebeu que Merlin o conduzia a um outro local, mas implorou:
- Mereço ver o fim desta batalha!
Merlin o encarou e respondeu:
- O que se segue será trágico para quem acompanhou Arthur!
Gawain não era homem de fugir:
- Quero ver!
- Pois bem, observa!
E o espectro do cavaleiro acompanhou enquanto seu tio olhava furiosamente para Lancelot e declarou:
- Mil vezes a morte da fraca Guinever que a do nobre Gawain, Lancelot!
O elogio foi rapidamente esquecido quando Gawain percebeu quem finalmente chegava ao combate:
- Então teu desejo está satisfeito, meu pai - gritou Mordred se aproximando a todo galope. Arthur e Lancelot olharam para o Cavaleiro Sem Coração e perceberam o corpo de Guinever amarrado na frente de sua cela. Lancelot enlouqueceu. Saiu abrindo caminho para chegar a Mordred, matando amigos e inimigos. Finalmente chegou a Mordred, que com um sorriso no rosto, desamarrou a ex-rainha e a colocou no chão para que Lancelot a amparasse. O senhor de Bernoic chorou enlouquecidamente a morte de seu grande amor e seu desespero conseguiu parar a luta. Por um minuto, só se ouviram as lamentações de Lancelot no desfiladeiro de Camlan. De repente, Lancelot se ergueu e começou a matar quem estivesse ao redor, inimigo ou aliado. Mesmo aqueles que estavam montados ou protegidos com escudos caíam ante a fúria do cavaleiro. Mordred fugiu rapidamente enquanto um grupo de arturianos se organizava para abater Lancelot. Arthur os deteve:
- Ele morrerá pela Espada Excalibur! Eu darei um fim à loucura de Lancelot!
Mordred voltou a sorrir. Estava para presenciar o último duelo entre o rei Arthur e Lancelot.
Segue – “Abre as pernas e continuarás rainha”
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Capítulo 167 – A ùltima Batalha do rei Arthur, parte 02 - Sir Bors morre por ter esquecido Deus
Apesar de suas habilidades como comandantes, Arthur e Lancelot não conseguiram organizar aquele caos e os dois exércitos se enfrentavam sem nenhuma estratégia, apenas com a vontade de eliminar o outro. Sir Bors se destacava do lado das tropas de Bernoic. Mesmo sem o Encanto da Invencibilidade, o cavaleiro era um poderoso adversário e matava ex-companheiros como se eles fossem invasores estrangeiros. Arthur percebeu que Bors desequilibrava a luta e lhe gritou de longe:
- Esquece teu primo e luta ao meu lado, Bors! Te ofereço piedade pelo fato de eu e tu sermos os últimos Cavaleiros do Graal! Aceita minha misericórdia!
- Eu cuspo na tua piedade, meu rei! Não és mais o homem pelo qual lutei durante toda minha vida! Você foi possuído pelo ciúme! Toda essa carnificina seria evitada se aceitasses a perda de tua esposa! E falas do Graal, mas deixastes Percival, outro cavaleiro do Graal, ser morto por Gawain! Regrediste muito desde que o Graal não pôde mais ser usado, milorde! Sempre lutei pelo certo e tu és o errado hoje!
Aquele não era um dia para se discutir com Arthur:
- Então morre, nojento! Declarou o rei ao seu ex-cavaleiro.
Arthur então acenou positivamente para um homem que estava à sua esquerda e este partiu com cinco homens para matar Bors! Bors reconheceu o irmão que jurou que o mataria a frente dos assassinos:
- Então te aproveitas da loucura do rei Arthur para me matar, Lionel?
- Sim, mano. Fazer o que? A gente não escolhe a arma com que mata o inimigo. O importante é que o crânio dele rache.
E após um minuto se defendendo heroicamente, Bors, um dos quatro cavaleiros que acharam o Santo Graal, levou um poderoso golpe no crânio e caiu. Lionel afastou os executores e se arrastou com sua única perna para exterminar o irmão. Foi quando viu que Bors tirava do bolso um frasquinho com água. Riu e debochou:
- Esta é a água do Graal?
Bors apenas olhou para o irmão, não respondeu, mas ouviu:
- Pois bem, deixarei que a tome, Bors. Cura tua ferida com o líquido.
Bors não entendia porque o irmão lhe concedia esta graça, mas tomou a bebida santa, porém, ela não curou seu ferimento e um triunfante Lionel explicou:
- Idiota. Não tens um pingo de fé em Deus e esperas que ele te salve?
Mesmo ferido, Bors reconheceu a verdade das palavras de Lionel. Desde que o Graal se perdeu, ele nunca mais orou e só agora lembrava de Deus. Lionel agiu:
- Morres por ter abandonado a Deus, Bors.
E Lionel enfiou sua espada no pescoço do irmão, finalmente conseguindo a vingança que passou a vida querendo. Merlin recebeu Bors no Outro Mundo:
- Estou morto? Questionou o espectro de Bors.
- Sim – respondeu Merlin.
- Ainda posso ajudar meu primo?
- Não. Estás em outro plano agora e terás que descobrir as leis que dominam o mundo dos espíritos antes de poderes voltar a ajudar os vivos.
- Que pena.
- Vem comigo, Bors. Te levarei a um local iluinado. As gerações futuras irão exagerar os atos de Arthur, Lancelot e Gawain, mas para mim, fostes maior que todos eles.
- Obrigado, Merlin e me desculpe por ter te traído.
- Fizeste o que acreditavas ser certo e é por isso que te perdoo.
O feiticeiro então levou Bors para o tal local iluminado e ia partir para outra missão quando foi parado pelo cavaleiro:
- O que será de meu irmão?
- Humpf! Só tu mesmo, Bors, para se preocupar com aquele que te matou!
- Em certo sentido, eu também o matei!
- Verdade! Assim que viu teu corpo perder a vitalidade, ele perdeu a vontade de lutar e foi morto por um dos teus soldados!
- E o rei Arthur não o salvou?
- Humpf! Arthur nada vê agora, apenas seu ciúme!
- Verdade! É triste perceber o quanto o maior dos reis caiu!
- Verdade! Mas eu e o fedelho cristão já estamos trabalhando para garantir que a Bretanha não fique nas mãos de Mordred, o único que vai realmente vencer nesta batalha de Camlan!
- Mas tu odiavas Galahad!
- Quando ele era um rival, mas ele se mostrou um poderoso aliado! Agora, chega, Bors, tenho de ir!
- Para onde?
- Ver o fim daquele que é erroneamente conhecido como o Maior Cavaleiro da Távola Redonda!
Quando voltou ao local da batalha, viu Lancelot desafiando Arthur:
- Vamos lutar, corno! Tua loucura já matou meu primo, um dos cavaleiros mais fiéis à tuas lutas. Um dos Cavaleiros do Graal! Um homem que só trouxe bondade a este mundo e tu, Arthur, enlouquecido de ciúmes, colocaste o próprio irmão dele para matá-lo! Mas ninguém mais precisa morrer por nossa causa!
- Meu tio não luta se eu estiver presente, matador de inocentes! Se queres lutar com titio por causa de Bors, eu quero lutar contigo para vingar Gaheris! Tu o mataste!
- Ele ia incinerar Guinever!
- Ele cumpria as ordens de seu rei! Diferente de tu, que sempre escutastes mais teu pênis!
- Muito bem, então! Te matarei, Gawain, cão amestrado de Arthur, antes de eliminá-lo!
Merlin se juntou a Galahad e falou:
- Então voltei a tempo!
A Seguir: O Fim do Maior Cavaleiro da Távola Redonda!
- Esquece teu primo e luta ao meu lado, Bors! Te ofereço piedade pelo fato de eu e tu sermos os últimos Cavaleiros do Graal! Aceita minha misericórdia!
- Eu cuspo na tua piedade, meu rei! Não és mais o homem pelo qual lutei durante toda minha vida! Você foi possuído pelo ciúme! Toda essa carnificina seria evitada se aceitasses a perda de tua esposa! E falas do Graal, mas deixastes Percival, outro cavaleiro do Graal, ser morto por Gawain! Regrediste muito desde que o Graal não pôde mais ser usado, milorde! Sempre lutei pelo certo e tu és o errado hoje!
Aquele não era um dia para se discutir com Arthur:
- Então morre, nojento! Declarou o rei ao seu ex-cavaleiro.
Arthur então acenou positivamente para um homem que estava à sua esquerda e este partiu com cinco homens para matar Bors! Bors reconheceu o irmão que jurou que o mataria a frente dos assassinos:
- Então te aproveitas da loucura do rei Arthur para me matar, Lionel?
- Sim, mano. Fazer o que? A gente não escolhe a arma com que mata o inimigo. O importante é que o crânio dele rache.
E após um minuto se defendendo heroicamente, Bors, um dos quatro cavaleiros que acharam o Santo Graal, levou um poderoso golpe no crânio e caiu. Lionel afastou os executores e se arrastou com sua única perna para exterminar o irmão. Foi quando viu que Bors tirava do bolso um frasquinho com água. Riu e debochou:
- Esta é a água do Graal?
Bors apenas olhou para o irmão, não respondeu, mas ouviu:
- Pois bem, deixarei que a tome, Bors. Cura tua ferida com o líquido.
Bors não entendia porque o irmão lhe concedia esta graça, mas tomou a bebida santa, porém, ela não curou seu ferimento e um triunfante Lionel explicou:
- Idiota. Não tens um pingo de fé em Deus e esperas que ele te salve?
Mesmo ferido, Bors reconheceu a verdade das palavras de Lionel. Desde que o Graal se perdeu, ele nunca mais orou e só agora lembrava de Deus. Lionel agiu:
- Morres por ter abandonado a Deus, Bors.
E Lionel enfiou sua espada no pescoço do irmão, finalmente conseguindo a vingança que passou a vida querendo. Merlin recebeu Bors no Outro Mundo:
- Estou morto? Questionou o espectro de Bors.
- Sim – respondeu Merlin.
- Ainda posso ajudar meu primo?
- Não. Estás em outro plano agora e terás que descobrir as leis que dominam o mundo dos espíritos antes de poderes voltar a ajudar os vivos.
- Que pena.
- Vem comigo, Bors. Te levarei a um local iluinado. As gerações futuras irão exagerar os atos de Arthur, Lancelot e Gawain, mas para mim, fostes maior que todos eles.
- Obrigado, Merlin e me desculpe por ter te traído.
- Fizeste o que acreditavas ser certo e é por isso que te perdoo.
O feiticeiro então levou Bors para o tal local iluminado e ia partir para outra missão quando foi parado pelo cavaleiro:
- O que será de meu irmão?
- Humpf! Só tu mesmo, Bors, para se preocupar com aquele que te matou!
- Em certo sentido, eu também o matei!
- Verdade! Assim que viu teu corpo perder a vitalidade, ele perdeu a vontade de lutar e foi morto por um dos teus soldados!
- E o rei Arthur não o salvou?
- Humpf! Arthur nada vê agora, apenas seu ciúme!
- Verdade! É triste perceber o quanto o maior dos reis caiu!
- Verdade! Mas eu e o fedelho cristão já estamos trabalhando para garantir que a Bretanha não fique nas mãos de Mordred, o único que vai realmente vencer nesta batalha de Camlan!
- Mas tu odiavas Galahad!
- Quando ele era um rival, mas ele se mostrou um poderoso aliado! Agora, chega, Bors, tenho de ir!
- Para onde?
- Ver o fim daquele que é erroneamente conhecido como o Maior Cavaleiro da Távola Redonda!
Quando voltou ao local da batalha, viu Lancelot desafiando Arthur:
- Vamos lutar, corno! Tua loucura já matou meu primo, um dos cavaleiros mais fiéis à tuas lutas. Um dos Cavaleiros do Graal! Um homem que só trouxe bondade a este mundo e tu, Arthur, enlouquecido de ciúmes, colocaste o próprio irmão dele para matá-lo! Mas ninguém mais precisa morrer por nossa causa!
- Meu tio não luta se eu estiver presente, matador de inocentes! Se queres lutar com titio por causa de Bors, eu quero lutar contigo para vingar Gaheris! Tu o mataste!
- Ele ia incinerar Guinever!
- Ele cumpria as ordens de seu rei! Diferente de tu, que sempre escutastes mais teu pênis!
- Muito bem, então! Te matarei, Gawain, cão amestrado de Arthur, antes de eliminá-lo!
Merlin se juntou a Galahad e falou:
- Então voltei a tempo!
A Seguir: O Fim do Maior Cavaleiro da Távola Redonda!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Capítulo 166 - A última Batalha do rei Arthur, parte 01 - O fim da amizade de Arthur e Lancelot
Os exércitos de Arthur e Lancelot se encontraram em Camlan, a cinqüenta quilômetros a noroeste de Bernoic. Lancelot tinha intenções pacíficas, mas rapidamente percebeu que um outro Arthur estava à sua frente:
- Me dê meu filho, seu ladrão de esposas!
O insulto pôde ser ouvido pelas tropas de Lancelot, que observavam seu líder sendo humilhado a uns cem metros de distância. Após o insulto, a distância entre os dois frontes diminuiu para cinqüenta metros, pois os homens de Lancelot avançavam lentamente para acudir seu carismático líder. Uma outra palavra exaltada poderia deflagrar o conflito. O Galante Cavaleiro tentou acalmar a situação e propôs um acordo:
- Ele vai te visitar todo final de semana. Chamemos isso de custódia dividida. Pode ser?
- E quem ele chamará de pai? A mim ou a tu, um traidor do reino?
Lancelot então percebeu que o conflito era inevitável. Após o novo insulto de Arthur, seus homens se aproximaram mais e as tropas agora estavam a apenas vinte metros uma da outra. O Cavaleiro Branco fez uma última declaração:
- Sabes que eu só te trairia por Guinever, Arthur. Te servi durante décadas.
- Me traíste por décadas e agora dás teu golpe final. Usaste meu reino para te projetar e hoje acham que sois tão bom com a espada como eu. Veremos se isso é verdade.
Ao final de mais um ataque verbal de Arthur, os cem comandados de Lancelot não se contiveram e foram para cima dos duzentos arturianos. A Inglaterra estava dividida entre os simpatizantes a Arthur e os de Lancelot e a tensão explodiu nas palavras rudes do rei inglês e enquanto as primeiras vidas eram ceifadas, Lancelot falou a Arthur:
- Então finalmente nos enfrentaremos, meu amigo. Evitamos isso por anos, mas agora não conseguimos mais conter o ressentimento que temos um do outro. Eu de ti, por seres o rei que eu devia ter sido, e tu de mim, por eu ser o homem que tu devia ter sido.
Arthur olhou para Lancelot com uma expressão de ódio que não deixava dúvida de que a antiga amizade dos dois tinha realmente morrido. Eles então foram para a retaguarda de seus exércitos para organizar aquele tumulto e sabiam que ainda se enfrentariam naquele dia e dessa vez, só um sobreviveria...
A Seguir: Bors morre por ter esquecido Deus!
- Me dê meu filho, seu ladrão de esposas!
O insulto pôde ser ouvido pelas tropas de Lancelot, que observavam seu líder sendo humilhado a uns cem metros de distância. Após o insulto, a distância entre os dois frontes diminuiu para cinqüenta metros, pois os homens de Lancelot avançavam lentamente para acudir seu carismático líder. Uma outra palavra exaltada poderia deflagrar o conflito. O Galante Cavaleiro tentou acalmar a situação e propôs um acordo:
- Ele vai te visitar todo final de semana. Chamemos isso de custódia dividida. Pode ser?
- E quem ele chamará de pai? A mim ou a tu, um traidor do reino?
Lancelot então percebeu que o conflito era inevitável. Após o novo insulto de Arthur, seus homens se aproximaram mais e as tropas agora estavam a apenas vinte metros uma da outra. O Cavaleiro Branco fez uma última declaração:
- Sabes que eu só te trairia por Guinever, Arthur. Te servi durante décadas.
- Me traíste por décadas e agora dás teu golpe final. Usaste meu reino para te projetar e hoje acham que sois tão bom com a espada como eu. Veremos se isso é verdade.
Ao final de mais um ataque verbal de Arthur, os cem comandados de Lancelot não se contiveram e foram para cima dos duzentos arturianos. A Inglaterra estava dividida entre os simpatizantes a Arthur e os de Lancelot e a tensão explodiu nas palavras rudes do rei inglês e enquanto as primeiras vidas eram ceifadas, Lancelot falou a Arthur:
- Então finalmente nos enfrentaremos, meu amigo. Evitamos isso por anos, mas agora não conseguimos mais conter o ressentimento que temos um do outro. Eu de ti, por seres o rei que eu devia ter sido, e tu de mim, por eu ser o homem que tu devia ter sido.
Arthur olhou para Lancelot com uma expressão de ódio que não deixava dúvida de que a antiga amizade dos dois tinha realmente morrido. Eles então foram para a retaguarda de seus exércitos para organizar aquele tumulto e sabiam que ainda se enfrentariam naquele dia e dessa vez, só um sobreviveria...
A Seguir: Bors morre por ter esquecido Deus!
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